Setor de serviços tem nova baixa em novembro e acumula queda de 14% em 2017

Variação negativa entre novembro e outubro foi de 3,3%. Para o IBGE, a alta nos preços e a situação do serviço público obrigaram o amapaense a consumir menos fora de casa.

Quarta-feira, 17 de Janeiro de 2018

O volume do setor de serviços no Amapá encerrou novembro com nova baixa, desta vez de 3,3% nas atividades a menos que outubro. O acumulado de perdas no ano até o penúltimo mês de 2017 chegou a 14,6%, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Os números fazem parte da Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), divulgados no início de janeiro. Além da baixa no volume de serviços, a receita das empresas e prestadoras caiu em média 3,7% em novembro. Ao longo dos 11 meses, a perda financeira foi de 8,1% frente a 2016.

Para o IBGE, a redução no volume e arrecadação do setor está relacionada com novos hábitos da população, que diante da alta nos preços, tem evitado hábitos que resultem em gastos extras.

A perda tem impactado em itens como alimentação fora de casa, serviços de telefonia e TV por assinatura, cinemas, salões de beleza, entre outros, onde o amapaense tem reduzido a frequência.

"Vão desde serviços de empresas grandes, quanto compras em mercadinhos e lanches fora de casa. O que elas podem reduzir, estão reduzindo, até porquê num cenário de desemprego, quem está empregado não teve aumento salarial", comentou Joel Lima, do setor de disseminação de informações do IBGE.

Na comparação entre novembro de 2017 e novembro de 2016, a perda ainda é maior, chegando a 13,9%. No mesmo período, a receita nominal das empresas e prestadoras caiu 6,4%.

Apesar da média nacional ter apontado aumento de 1% no volume de serviços em novembro, o IBGE aponta que o cenário no Amapá é diferente em função da alta dependência do poder público, maior empregador no estado na capital e municípios.

A alta inadimplência do servidor e o parcelamento de salários, no caso do poder estadual, diminui o poder de compra.

"No Brasil o setor de serviços está tendo essa deflação, mas no Amapá está maior. Vamos colocar boa parte dessa retração no servidor público, sem reajuste salarial nas prefeituras e alguns com salários parcelados. A única solução é gastar menos", completou Joel Lima.

Fonte: G1.com.br