Uma reunião entre representantes das prefeituras de Ponta Porã, a 326 quilômetros de Campo Grande e Pedro Juan Caballero, no Paraguai, marcada para esta terça-feira (7) discute estratégias de prevenção à febre amarela. A preocupação é com o grande fluxo de pessoas na fronteira.

Apenas ruas e avenidas separam o Brasil do Paraguai. São quase dez quilômetros, com pouco controle de quem entra ou sai. Com o avanço da doença em algumas regiões do país, as autoridades sanitárias da fronteira estão em alerta, mas não há casos registrados em Mato Grosso do Sul nem no país vizinho.

Como medida de prevenção, paraguaios já estão podendo se vacinar no Brasil. É só levar a carteira de vacinação nos postos de saúde. Mas do lado de lá, também tem vacina disponível e no lado brasileiro, a secretaria de saúde já programa uma campanha itinerante.

As faculdades de medicina que ficam no lado paraguaio devem passar a exigir a carteira de vacinação dos alunos brasileiros, para saber se eles estão imunizados contra a febre amarela. Existe uma preocupação porque cerca de três mil brasileiros frequentam faculdades de medicina no Paraguai.

Fronteira em Alerta\n\tNos últimos dias quem sai do Brasil em direção à Bolívia, passa por uma fiscalização mais rigorosa. O país vizinho está exigindo comprovantes de vacinação contra a febre amarela para turistas. Em Corumbá, a procura pelas doses na rede pública de saúde aumentou cerca de 40% nas últimas semanas. Na Bolívia, o serviço de imunização também está disponível.

Fonte: G1.com.br