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Sábado, 20 de Janeiro de 2007
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Biólogo garante que própolis cura dengue

Embora o Ministério da Saúde ainda não tenha reconhecido a cura da malária e da dengue, o biólogo Gilvan Barbosa Gama, de Florianópolis, afirma ter constatado que o própolis pode curar essas doenças. Com o apoio da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), que divulga o seu trabalho, Gama está em busca do reconhecimento científico dos benefícios proporcionados pelo própolis e em breve pretende repassar seus conhecimentos para as Secretarias de Saúde de todo o país.

O própolis é um antibiótico natural extraído pelas abelhas dos botões das flores, brotos e cascas de árvores. É um excelente bactericida e antibiótico, conseguindo os mesmos efeitos da penicilina, estreptomicina, terramicina e outros, porém não provoca os efeitos colaterais destes produtos farmacêuticos, realizando somente a cura. Além dessas propriedades, é uma substância resinosa que as abelhas usam como material de construção e proteção da colmeia.

Durante quatro anos o pesquisador, que já morou na Amazônia, administrou o própolis para os garimpeiros em locais totalmente desprovidos de assistência médica. Gama percebeu que o própolis faz a pessoa eliminar pelo suor uma substância que afasta os mosquitos e ainda cura aqueles que já desenvolveram a doença. Segundo ele, o reconhecimento positivo ou não de uma entidade de peso como a Fundação Nacional de Saúde (FNS) ou o Instituto de Medicina Tropical (IMT) é essencial para que o própolis seja difundido como o remédio que cura a malária e a dengue. "A saúde não espera, eu só quero repassar a fórmula de manipulação do própolis para que o governo distribua gratuitamente à população carente". Para a cura da malária e da dengue, Gama cultiva a abelha Jataí nativa no Brasil, encontrada no oeste catarinense, que tem um princípio ativo chamado flavonóide, pigmento de cor amarela.

A administração para os doentes de malária e dengue consiste em 7,5 ml, em dose única e durante a crise de 2 em 2 horas. Para crianças reduz-se a dose pela metade. O apicultor destaca, todavia, que as pessoas devem prestar atenção ao produto, pois não é qualquer própolis que pode curar as enfermidades. "É preciso que ele esteja na concentração correta, 1kg de própolis para 900ml de álcool de cereais. Os própolis comprados em farmácias são muito diluídos", garante Gama.

Quanto ao grau de toxicidade, a própolis tem grau zero, e vai competir com outros medicamentos, isso significa que não é possível uma overdose de própolis. "Apenas uma pessoa em 100 mil pode ter alergia ao produto". afirma o biólogo. De acordo com Gama, o própolis tem ação hipotensiva, vasodilatadora e cicatrizante. E é indicado para lepra, queimaduras, febres parasitárias, tropicais e viróticas. "O própolis apresenta diversos benefícios ao organismo humano; as pessoas não conhecem bem as abelhas e têm uma idéia errada sobre o inseto. Somente duas espécies no Brasil possuem o ferrão que é tão temido".

A Superintendência de Controle de Endemias de São Paulo (Sucen) já testou a pesquisa de Gama "in vitro" e obteve resultado positivo no combate ao Plasmodium falciparum, espécie que causa a forma mais grave da malária. Além do Brasil, seus estudos já são conhecidos pelo Ministério da Saúde de Cuba e em Angola, na África, onde alguns missionários que utilizam o própolis nos casos de malária, obtiveram resultado positivo.

Em busca de outras aplicações para o produto países como a Bulgária e Inglaterra pesquisam tratamento para pacientes com Aids e com doenças hepáticas. Na antigüidade, os egípcios usavam o própolis para embalsamar as múmias devido a sua propriedade bactericida.
Fonte: RadioBrás
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